sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

ah, esqueci de contar: a vovó dalva chegou de viagem na quarta-feira, e ontem à noite fomos jantar lá na gávea com ela. com ela só não, também estavam o vovô fernando, a tia ana... eu, a mamãe e o papai, lógico! a família lá do recife é muito gente fina... as primas e tias mandaram vários presentinhos pra mim, cada um mais lindo que o outro. gente, desse jeito eu vou ficar mimado, hein? tudo bem, eu vou ser um garoto exxxperto, na moda, cheio de chinfra... nas nada desse negócio de... como é que é mesmo o nome? eu li na wikipédia... ah, lembrei: metrossexual. vou ser um menino normal... quando eu sair daqui - ai, fico dividido entre ir e ficar - então, quando eu sair daqui quero explorar tudo, mexer em cada coisinha de decoração da mamãe, folhear todos os livros de cinema do papai... quero também jogar bola, tomar muito leite, me sujar todo... calma, mamãe, eu prometo, de pé junto, que arrumo toda a bagunça que eu fizer...
ai, ai. a barriga da mamãe até que é legal... é quentinha, aconchegante, eu tenho espaço pra me exercitar e, melhor, é hidroginástica, que não tem impacto... a única coisa chata é essa azia. poxa: eu acordei, tomei minhas vitaminas, comi um mamão inteirinho com mel e flocos de milho... só porque lanchei uns pãos de queijo de nada, lá vem ela, a queimação... será que eu também tenho hérnia de hiato, que nem a bisa bete? ih, tomara que não! nesse quesito eu quero ser como o papai: come hamburger, feijoada, ovo frito, tudo que é porcaria, não faz exercício nenhum e ainda fica assim, todo galã, fazendo o maior sucesso com a mulherada... ôpa, mãe, foi mal! saiu sem pensar...

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008



hoje eu fui fazer exame de laboratório... um saco! fiquei hooooras sem nada pra comer. nem frutinha, nem nescau... esse negócio de teste de glicose é um lance muito chato. deixa o meu açúcar em paz, doutora! só porque eu sou chegado a chocolate, uma torta com cobertura de chantily e os deliciosos doces da bivó bete... o que vocês não sabem é que eu sou meio carioca, geração saúde, sacou?! o que eu mais faço é malhar aqui dentro dessa barriga... também, alguém tem uma sugestão melhor?

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

nossa, a mamãe tá exagerando mesmo! me usando mais uma vez como desculpa,
ela foi com o papai a um restaurante de comida nordestina - o severina de laranjeiras - e me encheu de carne do sol com aipim frito... tô passando mal até agora. depois reclama que eu não deixo ela dormir!

hoje, dia 27/02/08, eu cresci. já tenho quatro meses e meio, sou um rapaz...
sim, a mamãe está uma baleia, mas foi o jonas - e não o joão - que terminou engolido por uma baleia, e isso é outra história...

e fui ficando assim, mais redondo, em 10/02/08.




eu era assim, como um pequenino grão de feijão, em 20/01/08.

a primeira a gente nunca esquece...

gente, este blog é uma criação coletiva: eu e joão, joão e eu... dizem que ter um filho transforma a vida da gente. e é verdade. há, pelo menos, três anos eu não escrevia uma linha partilhada, nada de blogs ou posts em listas de discussão... mas, agora, por um motivo justo com certeza, ponho novamente a cara para fora com o nobre propósito de apresentar ao mundo a minha mais maravilhosa criação: joão. tudo bem, trata-se de uma criação coletiva: eu e fernando, fernando e eu... mas, mesmo assim, sem falsa modéstia: quem carrega esse menino inquieto na barriga? quem enjoou feito louca os três primeiros meses? quem sofre de azia a cada vez que come um docinho de nada ou um saquinho de amendoim santa helena? quem virou de natureba convicta a fã incondicional de hambuger e vários podrões afins...? eu, eu mesma e irene. portanto, tomo a frente da questão e começo a divulgar, desde já, as primeiras aventuras de joão, que cresce, a cada dia, como um pé de feijão... num primeiro olhar, parece que ele só precisa de comidinhas, sombra e água fresca pra dobrar de tamanho e se mexer sem parar... mas a gente sabe, a gente sente, que ele se alimenta mesmo é das nossas longas conversas táteis, à noite, enquanto eu tento dormir, mas ele não me deixa... isto, sim, é amor! o resto é só a sensação indescritível de devorar um acarajé com coca-cola...